• Igreja Cristã

LIBERTANDO-SE DE PRISÕES VOLUNTÁRIAS- Ministração sobre Pessach


Falar sobre Pessach é falar sobre a Passagem (heb. passach), não só do Eterno passando sobre o Egito, mas também a passagem da morte para a vida. Pessach marca o momento em que Adonai escolheu para liberar o seu povo do Egito, e da mesma forma, libertar a humanidade da escravidão da corrupção e do pecado.


A retirada do fermento, que é um dos pilares da celebração, marca a retirada de toda a corrupção presente em nossa antiga natureza.


Diferentemente da tradição cristã, que olha para a Páscoa como o dia da ressurreição, Pessach é marcada pela morte do Cordeiro, e foi através da morte que fomos libertos.


A festa de Pessach não marca apenas eventos do passado, precisamos falar do pessach que acontece hoje.


Fala-se muito sobre a libertação do Egito e do pecado, e de fato são importantes, mas qual a importância de celebrarmos pessach hoje, principalmente para nós, que já cremos no Messias? Muitos pensam que essa celebração é apenas um memorial, que marca a morte do Cordeiro, mas se já morremos e ressuscitamos com ele, por que celebrar ainda essa festa?


A nossa caminhada é marcada por uma constante transformação, e o pontapé inicial acontece em Pessach, a partir do momento que reconhecemos que Yeshua é o Messias e nós submetemos a aliança feita através dele no Madeiro. Nele fomos libertos dos nossos opressores, da corrupção do nosso velho ego, e passamos a ter uma nova vida... mas e as prisões que nós escolhemos entrar depois de termos sido libertos?


Muitas vezes em nossa caminhada, NÓS escolhemos nos sujeitar à novas ou antigas prisões, sejam práticas, condutas, filosofias, dominadores, espíritos, doutrinas, relacionamentos, pessoas, que restringem a nossa liberdade e nos tornam novamente cativos.


O povo de Israel foi voluntariamente ao Egito e viveu por um período de forma excelente.. mas depois de um tempo, aquele benefício se tornou uma escravidão, mas já era tarde demais para que eles se libertassem.


Da mesma forma acontece conosco, por muitas vezes nós mesmos tomamos decisões que acabam nos aprisionando, mas não temos percepção de que estamos nos encarcerando e nem forças para nós libertarmos quando nós damos conta.


Em Gálatas 5, Paulo alerta sobre a importância de não se deixar escravizar novamente, uma vez que já fomos libertos... em 1 Corintios 5:6-8, Paulo fala também sobre o Cordeiro já haver morrido em nosso lugar para que fossemos libertos, portanto não deveríamos manter o velho fermento da impiedade e da maldade em nós.


Um pouco de fermento levada a massa inteira, assim como uma pequena prática ou sujeição pode resultar em um cárcere, caso não busquemos no Smehor a nossa libertação constantemente.


É muito fácil falar que aquele que está no Messias é nova criatura, pois de fato as coisas velhas se passaram, mas se nós escolhemos voltar às práticas, sentimentos e condutas de escravidão, certamente teremos a nossa liberdade restringida novamente.


Que nesse tempo de Pessach possamos buscar, em Deus, por sua misericórdia, pedindo perdão por termos voluntariamente nos aprisionado novamente e sejamos libertos de todas essas prisões, além de clamarmos para que sejamos lavados com o sangue de Yeshua, nos redimindo de qualquer contaminação ou fermento que tenhamos em nossa vida.


(Eduardo Carneiro)

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