• Pra. Gabriella Carneiro

Desejos e Desculpas - Cuidado para Não Perder o Foco


“Sê fiel no pouco, e sobre o muito te colocarei.” (Mt. 25.23)

Mas o que é pouco e o que é muito?

Não se pode pensar como homem, porque o que fez a promessa não foi um homem! Depende da sua natureza. Se sua natureza mudar, então sua revelação aumentará! Tudo depende do seu ponto de vista e vivência com Deus.

Olhe que história interessante:

- Alguém comprou um porco, deu banho no animal, colocou coleira e saiu para passear. Mas perguntaram: Por que passeia com esse porquinho?

- O meu porquinho é mais bonito do que o seu cachorro! O outro tinha um cachorro todo desalinhado e ele tinha um porquinho bonito, de banho tomado, perfumado e vestido.

- Meu porco é puro-sangue, cheira bem, o adestrei e quando me olha, nunca baba. E o outro ficou envergonhado, pois estava com seu cachorro mal cheiroso, e ao olhar para ele, estava todo babado.

- E disse: Soltemos os animais para que brinquem! E quando soltou, o cachorro perseguiu o porco e na sua primeira lama que encontrou, o porco se jogou.

- O homem tinha mudado o porco em tudo, mas não pôde mudar sua natureza.

Deus nos chamou para termos nossa natureza transformada a ponto de sermos parecidos com Ele! Mas não basta nós só mudarmos o nosso exterior. Precisamos mudar nosso interior de maneira que a nossa essência seja transformada e nossa natureza seja alcançada.

Quantas vezes vemos pessoas que aparentemente são pessoas tementes ao Senhor, que servem a Ele com integridade, pessoas retas. Mas basta convivermos com elas que percebemos que as coisas não são meio assim. Pessoas que diante de outras são exemplo, mas nos bastidores falta tudo, até a presença de Deus.

Assim Deus faz conosco. Ele nos deu liberdade para escolhermos o que queremos fazer das nossas vidas. Embora o seu Filho ainda nos instrua “escolha pois o bem” cabe a nós decidirmos o que queremos fazer e o caminho que queremos seguir. Mas é mediante as nossas escolhas que vamos externar o que existe dentro dos nossos corações. Qual a nossa verdadeira natureza. Se já estamos libertos e curados ou se ainda precisamos ser tratados por Deus. Tudo vai depender do nosso posicionamento com o Senhor.

Então não pergunte quanta revelação você quer, mas quanto da sua natureza está disposto a mudar.

Porque tem revelações que o Eterno libera apenas aos que tem a sua natureza e sua semelhança.

Com nossa mente não conseguimos calcular a magnitude do poder, por isso, devemos caminhar pela revelação. Não deixe que sua mente seja o impedimento para acessar as dimensões inimagináveis que Deus tem e quer mostrar, pois são coisas grandes e firmes que ainda nem sabemos.

Deus quando criou o homem, o fez Sua imagem e semelhança. O colocou para governar sobre toda a criação e deu autoridade sobre todos os seres viventes.

Mas a serpente os enganou dizendo que eles ainda não tinham tudo, pois não tinham o conhecimento do bem e do mal, assim, não eram iguais a Deus. (Gn. 3.1-7)

Quando a serpente falou isso, restringiu a visão deles, os fazendo olhar apenas para dentro de si, esquecendo de tudo que já tinham visto e conquistado. Pois o homem via o poder ilimitado de Deus e se movia Nele. Eles sentiram medo e vergonha.

Da mesma forma o inimigo age hoje na vida das pessoas, continua enganando e restringindo sua visão. Por mais que Deus dê tudo e os faça conquistar grandes coisas na presença Dele, o inimigo insiste em querer restringir as visões, impedindo que as pessoas olhem para fora, impedindo que olhem para a glória e se mova Nele. Logo se levantam palavras de que “não podemos”, “não conseguimos”, “não somos capazes”, “não somos merecedores”, tudo para impedir que enxerguemos a nossa capacidade de atingirmos um nível muito maior com Deus.

Quando não conseguimos enxergar nossa identidade no Senhor, somos facilmente abatidos pelo inimigo. Pois uma pessoa que não sabe quem é, também não sabe para onde deve ir, e muito menos o que quer.

O sentimento mais forte que Deus criou no ser humano foi o Desejo. Almejar algo gera no homem uma força de conquista, que o leva a buscar até conseguir o que deseja.

O inimigo roubou muita coisa, e o que ele não consegue roubar, ele falsifica. E um dos sentimentos que tem sido pervertidos ao longo das gerações foi o “desejo”, pois desviando o coração do homem, também desvia todos os seus sentidos, e quando os sentidos não desejam as coisas corretas, então, não verão as coisas corretas acontecerem e seu entendimento se tornará obscuro.

A vontade perfeita do Pai é que seus filhos tenham a sua mesma identidade. Sou filho do “Soberano”, dotado de sabedoria, habilitado para a multiplicação, com poder para governar e dominar, capacitado com toda ferramenta para falar e a criação reconhecerá a minha voz, pois reconhecerá nela o Soberano, o meu pai.

A questão é que só temos o que desejamos. Se nosso coração não desejar, não iremos ter.

Podemos ver isso muito claro na história de Elias e Eliseu. Eliseu desejava seguir os passos do seu líder Elias. Ele tinha um objetivo e fez isso tornar uma realidade na vida dele. Eliseu acompanhou Elias todos os dias até Elias ascender aos céus.

Mesmo não sabendo quanto tempo sua jornada com Elias iria durar, ele estava ali para aprender tudo que podia, e absorveu cada detalhe da construção de uma intimidade com Deus. Podemos aprender com Eliseu a desejar as coisas do Senhor e a lutar por ela. Como recompensa de sua insistência, Eliseu alcançou aquilo que almejava, a porção dobrada do espírito de Elias. Porém, há porções que não dependem de Deus, dependem do nosso trabalho e esforço, coisas que um religioso, por exemplo, não saberá reconhecer.

Quando desejamos as coisas do Senhor, o tempo não é mais um agente que atrapalha a nossa vida, porque estamos focados em algo muito maior. O tempo precisa trabalhar para nós como um agente que influencia o nosso crescimento, e não algo que venha a nos trazer perda. Mas para isso precisamos ter uma fé inabalável no Senhor.

Elias nos ensina outra coisa. Ele ascendeu aos céus ainda cheio da presença do Altíssimo. Com sua unção intacta e completa, sem que nada tivesse sido perdido pelo caminho.

Quantas unções já recebemos e quantas dessas perdemos no caminho? Quantas palavras de ânimo e incentivo recebemos e passado alguns dias esquecemos delas? Quantas ordens do Senhor recebemos e com os surgimentos de obstáculos fraquejamos e retrocedemos? Quantos milagres vivenciamos e com o aparecimento de problemas esquecemos do Deus que servimos?

Que no dia do nosso recolhimento ainda creiamos no Deus das coisas sobrenaturais! Porque Ele não muda e Nele não há sombra de variação! O mesmo que te chamou é o mesmo que te capacita e te instrui. Elias subiu com sua fé e unção intacta. Quem você que ser diante do Senhor?

Fomos criados para sermos vencedores, o Pai fez de você um plano perfeito, o Filhos abriu a Janela e o Santo Espírito lhe deu poder e alinhou a sua genética para que a sua glória esteja em você e nada o distraia do objetivo mais glorioso.

Precisamos desejar tudo isso para a nossa vida. E não permitir que a distração nos tire do foco.

1Co 7.35 “E digo isto para proveito vosso; não para vos enredar, mas para o que é decente, e a fim de poderdes dedicar-vos ao Senhor sem distração alguma.”

Em Lucas (2.41-49) lemos o relato de José e Maria que, devido a uma distração, perderam Jesus na festa de Tabernáculo, e só se deram conta depois de estarem bem distante.

Há momentos que são sutis e que podem nos distrair de um determinado foco. Devemos identificar e destruir este inimigo invisível, que é a distração. José e Maria se distraíram com o bate-papo no retorno. Conversavam alegremente com os amigos. Mas eles foram além da conta. A distração tomou conta deles, e por isso não perceberam que Jesus não estava com eles. Eles andaram um dia inteiro para darem falta de Jesus. É possível perder Jesus, estando bem perto dele. Mesmo convivendo com Ele. Na nossa distração, perdemos contato com o Senhor e a comunhão com Deus.

O que tem me distraído? A distração nos enreda de uma forma tão sutil, que não percebemos e quando nos damos conta, perdemos Jesus de vista. O texto não diz que o grupo que papeava com eles, voltou para Jerusalém, para ajudar a encontrar Jesus. Quem está roubando seu tempo, vai te deixar numa furada.

A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que se distraíram. Acã se distraiu com uma capa babilônica, Geazi com os presentes do General Naamã, Êutico se deixou levar pelo sono, enquanto Paulo pregava. Quanto tempo você está perdendo? O que está te distraindo? Existem conversas que é para te seqüestrar da presença de Deus. Existem pessoas que foram vencidas pela distração. Muita gente está aceitando a distração sem perceber.

Precisamos estar atentos para os mínimos detalhes! Não podemos perder nosso foco e o desejo de buscar a Deus precisa ser maior do que qualquer coisa. Ninguém chega a nenhum lugar se envolvendo com distrações. Porque as distrações nos fazem perder tempo e atrasam nossa vitória.

Nós somos a janela pelo qual todos olharão e dirão: “ – Certamente Deus tem abençoado.”


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