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Shavuot: Uma Reflexão Sobre o Tempo Presente


Durante muito tempo quase não se ouvia falar sobre Yisra'el (Israel), a importância de orarmos por Yerushalayim (Jerusalém) e sobre a volta do Messias, mas desde a ascensão de Yeshua (Jesus) há uma preparação para o tempo que vivemos hoje. Cada vez que se aproxima mais o fim dos tempos, maior é a atuação do maligno para tentar desviar os eleitos do caminho da verdade e da justiça.

Desde o início da pregação das boas novas, as congregações viveram momentos de crescimento espiritual e de intimidade com o Eterno, onde Ele se manifestava poderosa e notoriamente no meio de seu povo através de sinais e prodígios. A busca pelo entendimento do reino espiritual e de movimentos proféticos foi sendo deixada de lado, mas o retorno a essas buscas é razoavelmente recente, se compararmos com o início da expansão das boas novas aos gentios. O tempo que vivemos é de muito aprendizado, não porque não tínhamos acesso às informações antes, mas porque o corpo do messias deixou de lado por tanto tempo a busca pelas revelações das Escrituras e conhecimento sobre a autoridade espiritual que temos, que desacostumaram com o sobrenatural.

O fato das congregações viverem tanto tempo longe da sua raiz em Yisra’el também contribuiu para que muitos dos entendimentos que tem como base a Torah (Lei de Moisés) tivessem interrompidos, estando sujeitos a contaminações e distorções, uma vez que suas informações eram consideradas “velhas” e desnecessárias.

Não digo que o ideal é se voltar totalmente às práticas da primeira aliança ou a outras religiões mais tradicionais, mas a busca pelas revelações do Reino que estão expressas na Tanakh (Primeira aliança). Se analisarmos toda a B'rit Hadashah (Nova aliança), podemos constatar que poucas são as informações inéditas, mas a maior parte dos escritos são revelações que tem por base a Tanakh, sejam elas exposições dos propósitos espirituais das leis ou revelações do plano de salvação do Eterno e informações sobre o reconhecimento do Messias.

Dizer que não é necessário observar a primeira aliança para pregar as boas novas ou entender o Reino é o mesmo que jogar um jogo de tabuleiro novo sem conhecer as regras do mesmo. Você pode até tentar, mas acabará criando um novo jogo usando as mesmas peças e dificilmente irá alcançar o objetivo final esperado. Pode-se observar com facilidade que todos os relatos dos talmidim(discípulos) de Yeshua mostram que o Messias fazia menções a todo instante da Torah e dos profetas, bem como o emissário Paulo anunciava as boas novas usando a Tanakh, uma vez que não havia nenhum livro da B'rit Hadashah ainda.

Este mês celebramos a Festa de Shavuot, uma celebração que acontece sete semanas após a Pessach (Páscoa), por isso o nome em hebraico significa "semanas". Está celebração também é conhecida como Festa das Semanas ou Festa de Pentecostes(nome de origem grega, que significa quinquagésimo), por acontecer 50 dias após Pessach. Esta celebração e um estatuto perpétuo estabelecido pelo Eterno, para todas as gerações, independente de onde vivessem. Dela poderiam celebrar Judeus e Gentios, desde que tivessem aliançados com Ele, conforme descrito em Levítico 23:15-22 e Deuteronômio 16:9-12.

Shavuot marca muitos acontecimentos importantíssimos no plano de redenção do Eterno, mas gostaria de destacar dois deles. Do capítulo 19 ao capítulo 24 de Êxodo, as escrituras relatam que Adonai se manifestou de forma tremenda e entregou a Torah a Moisés neste dia, estabelecendo a primeira aliança com todo o povo através da aspersão do sangue.

Milhares de anos depois da entrega da Torah, Yeshua recomenda que todos os talmidim permaneçam em Yerushalayim, para que fossem revestidos de poder e, na ocasião de Shavuot, quando todos estavam reunidos para celebrar esta festa, o Espírito do Senhor desce sobre eles, como relatado no livro dos Atos, capítulo 2.

Um dos propósitos da Festa de Shavuot, quanto a revelação do plano de redenção do Eterno e estabelecimento do Reino, é mostrar a importância de se ter a palavra e o Espírito para a caminhada, pois somente mediante a presença de ambos, pode-se verdadeiramente ser feita nova criatura e alcançar os propósitos do Criador. Shavuot é um tempo de transformação, renovação do entendimento, estabelecimento de aliança com o Eterno, discernimento espiritual, revelações das Escrituras, fortalecimento e revestimento espiritual, manifestações de dons e fruto do Espírito e busca pela verdade e cumprimento da mesma.

Que possamos buscar no Eterno o cumprimento de todos estes apontamentos proféticos em nossa vida, para que recebamos do Espírito do Senhor e possamos ser transformados para Sua honra e glória.

Que o Eterno nos abençoe!

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A Igreja Cristã tem suas raízes firmadas em Israel, sua visão voltada para Terra Santa, onde o Eterno tem dado a oportunidade de conhecer e vivenciar, na prática, as festas bíblicas e os estatutos perpétuos.

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